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Crônica #01

Não olhe só as imagens

28 de setembro de 2026

No dia 18 de setembro, o governo americano liberou mais 71 arquivos sobre os óvnis. Tem imagem, tem vídeo, tem documento. E eu já sei o que a maioria das pessoas vai fazer: olhar as imagens.

Foi assim nos primeiros lotes. Todo mundo se apegou às fotos e aos vídeos, às luzes no céu, aos objetos mudando de direção. E eu sempre falei: o que é interessante de verdade não está nas imagens.

Na minha opinião, e isso é uma opinião minha, as imagens têm outra função. Elas falam com quem ainda não fala essa língua. Pessoas muito ligadas à religião, pessoas ateias, pessoas que vivem só a experiência da matéria e nunca pararam para pensar nesse assunto. A imagem é a porta de entrada para elas. E é também um teste: os governos, e a organização que nós sabemos que existe por trás deles, observam como as pessoas reagem. E como se preparam para o que está por vir.

Porque tem algo por vir. Os lotes estão ficando mais profundos. Neste, tem um estudo militar de 2010 sobre três engenheiros que tiveram sintomas no corpo, vermelhidão, queda de cabelo, sinais de radiação, depois do que o documento chama de “eventos aeroespaciais anômalos”. Tem um áudio de 1952 em que o homem que chefiava a investigação da Força Aérea admite que um em cada cinco casos ficou sem explicação. E, dias antes, o Pentágono liberou quem jurou segredo para contar o que sabe.

Pensa comigo: quando você pede a militares e oficiais que mantenham segredo, é porque existe algo a ser guardado. E eu acredito, de novo, é uma impressão minha, que muitas dessas pessoas receberam ameaças ou promessas para ficar em silêncio. Agora elas começam a poder falar. E os próprios documentos mostram oficiais diante de casos que não conseguiram explicar como fenômenos naturais. Para mim, isso já é uma grande confirmação.

Eu falo isso de um lugar pessoal. Já tive esses contatos. Tenho registro de marcas no corpo. Conheço outras pessoas que também têm. No meu caso, nenhum desses contatos foi ostensivo ou negativo. Mas eu sei o que é carregar a memória de uma experiência assim pelo resto da vida, e sei quantas pessoas no mundo inteiro carregam.

Também sinto que existe uma agenda. Que alguém, nessa linha de comando, está decidindo quanto é revelado, em que ordem e por quem. Hoje os Estados Unidos estão na frente; depois, outros países devem ganhar o mesmo destaque. Aqui no Brasil nós temos um dos maiores casos do mundo, o de Varginha. Em janeiro, quando o caso completou 30 anos e foi apresentado numa coletiva em Washington, pelo menos seis testemunhas brasileiras tiveram o visto negado para ir aos Estados Unidos. Por contatos que eu tenho no meio ufológico, soube que houve até quem tivesse o visto aprovado e depois negado. Para mim, isso não é acaso. É o ritmo dessa agenda.

Então o meu pedido para você é simples: não olhe só as imagens. Hoje nós temos a inteligência artificial. Use a IA para ler os documentos, cruzar informações, trazer resumos. É ali, nos textos, que nós vamos nos surpreender, inclusive com o que foi estudado e testado em tecnologias multidimensionais, por governos e por quem está por trás deles.

São passos lentos, eu sei. Mas lembra de trinta, quarenta anos atrás, quando esse assunto era motivo de piada? Hoje ele está em pauta, e até as mentes mais fechadas, as mais presas à lógica e à ciência tradicional, estão sendo obrigadas a estudar. Eu vejo isso como um feito muito positivo.

Vamos aguardar os próximos arquivos. De olhos abertos.

Radar da semana

“A consciência da IA pode virar a próxima grande divisão da sociedade.” Um pesquisador de Cambridge compara o debate ao do aborto e do clima. Numa pesquisa nos EUA, 45% acham impossível uma IA ser consciente e 23% acham possível. Antes de perguntar se a máquina tem consciência, vale perguntar quanto da nossa a gente usa de verdade. (The Conversation)

2026 é o melhor ano para auroras em mais de uma década. O Sol está perto do pico do seu ciclo de 11 anos, com tempestades solares mais frequentes. Eu sinto que, quando o Sol está mais ativo, muita gente fica mais sensível: sono diferente, ansiedade, cansaço. Cuide do básico: água, descanso e os pés no chão. (EarthSky)

Fontes sobre Varginha: The Debrief e Correio Braziliense.

O vídeo da semana

Além da Matrix: a série completa no YouTube

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